Confira os aprovados para a 4ª fase:www.centrodeinovacao.org.br
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15 dezembro 2006

A Paz

Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz.

Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados.

O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave.

O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve em meio ao azul anil do céu.

O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos.

Mas para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo.

Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos, questionaram o juiz que deu o voto de desempate:

- Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz?

E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse:

- Vocês repararam que em meio à violência das ondas e à tempestade há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranqüilamente?

E os pintores sem entender responderam: sim, mas...

Antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou:

- Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que mesmo nos momentos mais difíceis nos permite repousar tranqüilos. Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é tão difícil de entender. Considerando que a paz é um estado de espírito podemos concluir que, se a consciência está tranqüila, tudo à volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade. Fazendo uma comparação com o quadro vencedor, poderíamos dizer que o ninho do pássaro que repousava serenamente com seus filhotes, representa a nossa consciência. A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove. E também pode acontecer o contrário: tudo à volta pode estar tranqüilo e nossa consciência arder em chamas. A consciência, portanto, é um tribunal implacável, do qual não conseguiremos fugir, porque está em nós. É ela que nos dará possibilidades de permanecer em harmonia íntima, mesmo que tudo à volta ameace desmoronar, ou acuse sinais de perigo solicitando correção. Sendo assim, concluiremos que a paz não será implantada por decretos nem por ordens exteriores, mas será conquista individual de cada criatura, portas à dentro da sua intimidade.

Um dia, a paz vestiu-se de homem e conviveu com a humanidade sofredora e aflita. Conservava-se em paz mesmo diante das situações mais turbulentas e assustadoras. Agredido, manteve-se sereno. Caluniado, exemplificou tranqüilidade. Diante da tempestade no mar, pediu calma. Pregado na cruz, permaneceu em paz. Todavia, antes de partir teve ensejo de dizer: "A minha paz vos deixo, como exemplo. A minha paz vos dou, como modelo a ser copiado."



Equipe de redação do site www.momento.com.br, baseada em história recebida pela Internet, intitulada "A Paz", sem menção ao autor.

14 dezembro 2006

Envelhecimento Saudável

Este semestre aprendi o que é envelhecer saudavelmente. E é prazeroso ver as pessoas envelhecendo lindamente. Lindas dançando bolero. Sorridentes com suas obras de arte pintadas em telas. Contentes por conseguir vencer a era digital ao enviar um cartão de natal feito por elas mesmas para seus parentes distantes pela Internet. Felizes pelas suas pastas de lembranças contruídas nas oficinas de memória. Fazendo todos sorrirem e aplaudirem as histórias contadas (e escritas!) por eles. Um lindo envelhecer. E estas pessoas também temn problemas. Maiores do que os problemas que eu supunha ter. Problemas causados pelo tempo, pela saúde, pelas experiências vividas, pelos moldes de criação. Tantos problemas que nem sequer sonhamos em ter. Mas que fatalmente teremos quando começarmos a envelhecer.

E acredito que este semestre, apesar de ser a professora de "Informática Para a Vida" onde estes velhinhos saudáveis me alegravam as quartas-feiras, eles foram os meus grandes mestres. Só participando para saber.

Sendo assim, aproveito o ensejo do meu próprio aprendizado, para divulgar um informação muito bacana sobre este projeto que estou participando. Quem não tem um idoso(a) em casa ou não conhece algum? Trata-se do Projeto Envelhecimento Saudável da UCSal onde coloco maiores informações a seguir. Ontem foi o encerramento das atividades do semestre onde as turmas de cada disciplina apresentaram seu trabalho. E tudo que vi foi muito lindo. E me emocionei. E chorei.

Em breve estarão atualizando o calendário de aulas deste próximo semestre que vem com muitas novidades! Dou aqui uma prévia do projeto realizado este semestre para quem tiver interesse e quiser divulgar ou participar:

Envelhecimento Saudável: UCSAL Presente - Projeto vinculado ao Programa Universidade Aberta à Terceira Idade

Inscrições abertas!!!

10 dezembro 2006

Qualquer prazer não me satisfaz...

Por uns tempos me achei estranha, fora da minha idade. Mas hoje sei que a questão é outra. Não se tratava de ter um carro para me levar onde quisesse. Tenho e não tenho a menor vontade de sair. Não, ao menos, para os "prazeres convencionais". Não se tratava de estar atolada em preocupações que não me deixavam tempo para ter 27 ou 28 anos anos. Simplesmente, qualquer prazer não me satisfaz mais.

Tive adolescência e fui ao todos os ensaios no clube Espanhol. Pulei Carnaval na rua de quarta-feira a quarta de cinzas. Passei inúmeras festas de São João no interior. Desta forma começo a achar natural não ter mais paciência nem saco para o ensaio do Tribahia. Ou para o São João de Amargosa.

Fui a festas e bebi para passar mal no dia seguinte. Beijei milhões de bocas. Arrumei namorados na praia com 40 graus a pino e um mundaréu de gente. Aliás... praia era um bom local para arrumar namorado. Mas hoje não.


Gosto de ficar no aconchego do meu lar. Dormir para descansar meu corpo. Ler muito, vários livros, um atrás do outro. Pegar peso me deixa em transe e por isso malho, malho até fadigar. Não pelas coxas marmóreas ou pelo bumbum empinado. Mas por poder extravasar tudo em 120kg seguros pelas pernas.

Gosto de praia. Não a praia cheia de gatinhos, sarados e bronzeados pelo sol. Praia, quanto mais vazia, melhor. Apenas um lugar onde eu possa tomar sol, ouvir o barulho do mar, conversar com os que amo e relaxar. Não tenho mais tolerência para disputar vaga no estacionamento, barraca, mesa, esperguiçadeira, garçon ou um estúpido refrigerante.


Amo música. Todas. De qualquer tipo. Mas prefiro ouvir pagode no volume máximo no meu carro para não me estressar com o trânsito. E uma boa MPB num barzinho, regada a um bom vinho e uma boa companhia.


Enfim... acredito que já bebi de todos os prazeres. E não concordo mais com o prazeres classificados por faixa etária. Faço o que gosto, o que quero, quando quero e ponto final.

05 dezembro 2006

Sou gostosa e assumo

Nem quando tinha 10 anos entrei em uma calça jeans 38. Nunca me senti feliz com os peitos reinando absolutos em uma blusa branca sem sutiã. Me sentia uma hipopótama prenha quando teimava em vestir um top minúsculo com a pança exposta à poluição. Jamais deixei de ter pânico praiano no final da primavera. Mas, depois de muita terapia e chuchu refogado, decidi: sou muito mais gostosa do que essas esqueléticas posando de cabide maquiado na capa de revistas de moda. Porque, na vida real, gostosura não é ter 1,77 metros e 50 quilos, nem ter sido inflada com 300 mililitros de silicone, sugada com lipoescultura ou esticada com botox até na pupila. Ser gostosa é decisão.

Decida que seus culotes, apesar de não serem a coisa mais fofa do mundo, são extermináveis. Faça um tratamento estético e acabe com eles. Decida dar um tapa na cabeça do seu namorado sempre que ele a chamar de gordinha, fofinha ou qualquer coisa terminada em 'inha' que cause ira: você é a única pessoa que pode depreciar a si mesma, é bom que fique claro.

Decida reclamar menos do seu corpo e aproveitar mais todas as sensações que ele pode lhe proporcionar se você parar de se torturar com cada estria que se instalar na banda direita da sua bunda.

Burrice é dar valor exagerado ao que é, na essência, detalhe. Tragédia é a fome na África, o assassinato dos bebês-foca, não a falta de elastina no seu glúteo direito. Decida chutar para a estratosfera os padrões de beleza. Os peitos da Gisele Bündchen são dela, não seus. A barriga tanquinho da professora de aeróbica na televisão é dela, não sua. E, na real, se ser padrão fosse tão bacana assim, essa mulherada não viveria neurótica, bulímica, anoréxica, com disfunção renal, cerebral, hemorroidal... No fim, todas nós sofremos de prisão de ventre.

Decida que osso largo, retenção de líquido e gases não são desculpa para não ter a cintura da Jennifer Lopez - você tem outra estrutura, simples assim. Ou preferir se afogar num sorvete de pistache no final de um dia estressante ou encarar uma porção de gelatina e amargar um humor tão ruim quanto as desculpas do Rubinho em final de corrida. Não dá para ser leoa com pelagem de jaguatirica.

Mas dá para ser uma leoa deslumbrante.

Decida que você, e o que existe melhor em você, não se resume a qualquer 2 ou 3 ou 10 quilos de banha que insistem em não sair do seu quadril. Quem acha o contrário deve ser posto sumariamente de quarentena na sua vida. E se for você que pensa assim? De duas, uma: Freud ou Jung. Não, três: pode ser Lacan, também.

Se você decidir que quer mais é ter a barriga sarada, a bunda dura, o peito empinado e a coxa marmórea, vá em frente. Malhe. Feche a boca. Gaste com cirurgia, mas não se engane pensando que depois disso sua felicidade será plena, porque alegria e auto-estima não vêm de brinde com a lipoaspiração. Lembre-se de que o embrulho de presente acaba sempre indo para o lixo.

Então, para descomplicar e desneurotizar minha existência, decidi que sou gostosa. Compro roupas que valorizam o que tenho de bom e não pago mico de me vestir feito um manequim de vitrine da Dior: o máximo que conseguiria seria parecer um espantalho fashion louco. Não me abalo mais com comentários testosteronentos e babões diante de corpos fenomenais: eles são visualmente dignos de urros de tesão, mas não dediquei minha vida a ter um daqueles.

Não passo três horas diárias na academia, não tenho personal trainer, não gasto as tardes no shopping passeando com meu cachorrinho e com minhas amigas loiras-saradas que parecem saídas de uma linha de produção de Barbies. Nunca vou ter um corpo daqueles porque isso não é minha prioridade. O prazer que um jantar de risoto de pêra com gorgonzola e uma rubra taça de Merlot me proporcionam é muito maior que poder rebolar ferozmente a buzanfa-modelo num show da Tati Quebra-Barraco.

Hoje, sou gostosa e assumo. Mas continuo odiando qualquer mulher que fica linda de morrer num biquini. Eu decidi ser gostosa, mas não virei a Irmã Dulce. Ainda bem: decidi também que ser boazinha não combina comigo.

(Dizem que é de Allin Aleixo - Editora-chefe da Revista Quem... Pra Osmar não ficar enchendo meu saco! Rssss)

23 novembro 2006

Cérebro Zero Absoluto

Já sentiu nada? Nada. Mente vazia. Oca. O zero absoluto de pensamentos. Já é a seguna vez que me sinto assim. Sentimentos zero. Nem amor, nem ódio. Nem calma, nem angústia. Nem coragem, nem medo. Nada. Estou tentando compreender que sensação é esta que me assoma pela segunda vez em curto espaço de tempo. Só consigo sentir o que não sinto.

20 novembro 2006

Governança de TI terá 'avaliação' em 2007

Pelo visto minha pós não será à toa... Estava pensando em fazer algum tipo de certificação e eis que chega uma notícia bem interessante, Governança de TI terá 'avaliação' em 2007

Tomara que chegue mesmo ao mercado.

19 novembro 2006

Muito Gelo e Dois Dedos D’água

Uma comédia muito legal. Vale a pena assistir. Além do lado alegre tem um lado muito bacana que é o de observar como traumas idênticos aplicados em duas pessoas distintas podem as fazer reagir de formas completamente distintas.


Créditos da Foto: Site do Filme